A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO – Parte 3: O Novo Nascimento do Crente

Na última postagem desta série de estudos (Parte 2), falamos sobre a ação do Espírito Santo no nascimento de Jesus, e nesta trataremos como nós, os crentes, também nascemos de novo a partir do batismo no Espírito Santo, simbolizando a mesma geração do Cristo no ventre de Maria. Logo surge o seguinte questionamento: como faço para ser batizado no Espírito Santo? 

Antes de prosseguirmos propriamente no batismo com o Espírito Santo precisamos entender como tudo ocorre desde o início para que o crente um dia venha a receber esta graça. Para isto precisaremos relembrar um conceito citado anteriormente, o novo nascimento (Jo 3.5), bem como precisaremos retomar a linha de pensamento proposta na primeira postagem sobre este assunto (Parte 1), abordando as duas primeiras doutrinas fundamentais de Hb 6.1-3: arrependimento de obras mortas e fé em Deus.

“Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.” (Jo 3:5 ACF2007)

“Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. E isto faremos, se Deus o permitir.” (Hb 6:1-3 ACF2007)

Iniciando a abordagem do tema, afirmo que não existe como uma pessoa se auto-salvar, vejamos por que: 

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;” (Rm 3:23 ACF2007).

“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.” (Rm 3:10 ACF2007)

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Ef 2:8 ACF2007)

Destas passagens podemos depreender que não somos bons e nunca seremos, ou seja, para o homem, sozinho, é impossível obter a salvação. Para alcançarmos a salvação, só pela fé em Deus, e a recebemos de graça, ou seja, sem merecer, sendo um dom, um presente. 

O primeiro passo para receber a salvação é o arrependimento das obras mortas, ou seja, das obras que levam à morte. E o que são estas obras? O pecado (Rm 6.23).

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23 ACF2007)

O segundo passo é crer em Jesus, ou seja, ter fé (crer) em Jesus Cristo (Jo 3.17,18).

“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (Jo 3:17-18 ACF2007)

Porque esta ordem é real? Primeiro vem o arrepender-se e depois o crer? O homem por si só é presunçoso e “dono da verdade”, ou seja, sempre se acha certo, logo, para que mude de rumo, primeiro a sua crença antiga tem que ser desacreditada, voltando a “tabula rasa”, situação esta em que, desprovido de qualquer convicção, tenderá a ser mais receptivo a verdade que é Jesus, surgindo a fé.

E onde entra o Espírito Santo nestas duas doutrinas: do arrependimento e da fé em Jesus? Em Jo 16.7-11 fica bem clara a resposta a esta pergunta… o Espírito Santo convence o ser humano do pecado, da justiça e do juízo de Deus.

“Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado.” (Jo 16:7-11 ACF2007)

Note-se que a ação de convencer o homem é gradativa até que apareça a fé. O primeiro ato é convencer o homem do pecado, ou seja, que a natureza humana é pecadora, sendo todo e qualquer homem nascido em pecado, na imundícia e depravação total. Sendo o homem sabedor de sua condição miserável, surge a segunda ação do Espírito Santo: convencer este homem da justiça divina, ou seja, apresentar ao homem pecador a condição para que deixe de sê-lo, que é crer na morte vicária de Jesus na cruz para que Seu sangue nos purifique de todo o pecado. Resta ainda um terceiro ato, que é convencer o homem do juízo divino, ou seja, apresentar ao homem a real condição do diabo, de seus anjos, e de todo aquele que resolver segui-lo, inclusive o homem, que é a condenação eterna a ser cumprida no lago de fogo e enxofre. Neste sentido, podemos verificar uma ação de convencimento negativa, no aspecto de conscientizar que o homem é nascido em pecado e amedrontá-lo a que aceite esta condição de remissão frente a condenação futura iminente, e positiva, no que tange consolar o homem sobre a sua condição inicial como sendo remediável pela graça divina.

Uma vez convencido, o homem original nascido em pecado deixa de aceitar esta condição como natural, ocorrendo o arrependimento, pois já está ciente de sua condição de pecador e não deseja mais pecar. A partir da referência de Jesus, arrependendo-se de seus pecados, resta-lhe agora apenas crer que existe salvação no sangue de Cristo, nascendo a fé.

Basicamente, estas duas doutrinas se resumem conforme apresentado, sendo nitidamente o resultado da ação do Espírito Santo como agente responsável pela revelação do plano redentor da humanidade ao homem.

Até então vimos a questão do arrependimento, que significa o nascer da água dito por Jesus a Nicodemos, conforme Jo 3.5. E esta relação entre arrependimento e nascer da água, ou batismo nas águas, está baseada em Jo 3.11, onde fica nítido que o batismo com água é para o arrependimento.

“E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.” (Mt 3:11 ACF2007)

Logo, segundo Jo 3.5, para que o novo nascimento se processe completamente resta-nos ver o como nascer do Espírito, mas isto é assunto para a próxima postagem, onde detalharemos a terceira doutrina fundamental de Hb 6.1-3: a doutrina dos batismos, iniciando com o nosso exemplo mestre, Jesus.

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